Uma história de sucesso - A atuação dos fiscais no CRMV-SC é fundamental para a garantia do cumprimento da legislação, para o combate ao exercício ilegal da profissão, para a defesa da Medicina Veterinária e da Zootecnia em Santa Catarina. “São eles que orientam empresas e produtores rurais sobre a necessidade e a importância da atuação dos Médicos Veterinários e dos Zootecnistas, colaborando, inclusive, para a ampliação do mercado de trabalho”, ressalta Moacir Tonet, presidente do CRMV-SC.
A profissionalização do setor de fiscalização no Conselho teve início nos anos 1980. A diretoria da quinta gestão à frente do CRMV-SC decidiu pela contratação de Médicos Veterinários para a atividade: Sidney Furlan, em novembro de 1982, e Roberto Badinelli, em 1984. E um veículo foi adquirido para melhor desenvolvimento dos trabalhos. O reforço na fiscalização demonstrou-se eficiente, contribuindo, não só, para o combate ao exercício ilegal da profissão, mas, principalmente, para o aumento da arrecadação do CRMV-SC.
Em janeiro de 1984 o Conselho apresentou, em sessão plenária, um balanço do trabalho realizado em março e dezembro do ano anterior: 467 empresas fiscalizadas, das quais 413 foram notificadas, nas 121 cidades visitadas. Nesse período, o Conselho registrou 523 inscrições de pessoas jurídicas. Nesta época era iniciada a fiscalização intensiva na região do Planalto, com o aluguel de uma sala em Lages. Em julho de 1991 mais um Médico Veterinário fora contratado para a função, específico para o Planalto Central. Em janeiro de 1996, o relatório de atividades revelava o aumento de trabalho do setor: 1.362 empresas haviam sido fiscalizadas nos últimos doze meses. Dessas, 520 foram notificadas para inscrição e Responsáveis RTs.
Uma nova equipe de fiscalização foi criada no dia 1º de agosto de 2000. Cinco anos depois, com a realização de um Concurso Público, novos profissionais ingressaram no setor. “Quando elaboramos os compromissos de campanha, em 2005, percorremos o estado, fazendo reuniões com Médicos Veterinários e Zootecnistas e percebemos a falta de fiscalização do CRMV-SC”, argumenta Moacir Tonet. Diante da realidade constatada, a diretoria decidiu assumir o compromisso de intensificar a fiscalização. Além da contratação de novos fiscais, a estrutura de trabalho foi reforçada com a aquisição de quatro veículos novos, máquinas fotográficas e computadores portáteis para um melhor desenvolvimento dos trabalhos em campo e com a implantação de uma Delegacia Regional, em Criciúma. “Duplicamos o número de RTs em dois anos”, comemora o presidente. Com a fiscalização, além do combate ao exercício ilegal da profissão, a diretoria pretendia, também, conhecer a realidade do serviço prestado em relação à presença do Médico Veterinário e do Zootecnista nas várias áreas de trabalho; promover um levantamento da atuação de Médicos Veterinários nos Serviços de Inspeção; verificar o volume de abates, industrialização e transformação de produtos de origem animal; e identificar abatedouros clandestinos e indústrias de produtos de origem animal sem inspeção sanitária.
Diante da renovação do quadro, com a realização de um novo Concurso Público em 2008, o CRMV-SC conta hoje com seis fiscais, sendo dois Médicos Veterinários e quatro de nível médio para atender a região da sede e as Delegacias Regionais do Planalto, do Oeste, do Sul e do Norte.
Fonte: Livro “Trajetória de Conquistas – os quarenta anos do CRMV-SC”
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