A avaliação
foi retirada do site logo depois que o jornal Valor Econômico, de São Paulo,
publicou as avaliações críticas.
O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, considerou a avaliação da SPI uma
das mais lúcidas e consistentes. “O governo tem, agora, uma base segura para
fazer as mudanças e transformações necessárias para aperfeiçoar a defesa
sanitária e demais estruturas de controle e promoção do setor primário da
economia”, assinalou.
O dirigente ficou positivamente impressionado com o rigor técnico da avaliação
que “pela primeira vez um órgão do governo faz do próprio governo” e sugeriu
que a iniciativa seja estimulada e não reprimida.
Entre as conclusões, a SPI concluiu que a estrutura da defesa agropecuária,
fundamental para garantir acesso dos produtos do agronegócio ao mercado
externo, é inadequada, registra um enorme descompasso na quantidade e capacitação
dos recursos humanos, conta com laboratórios de análise deficientes e tem uma
fiscalização insuficiente.
A seção reflexões críticas sobre a defesa agropecuária aponta ter havido poucos
avanços na qualidade de produtos e processos num sentido mais amplo e afirma
que, mesmo diante do diagnóstico, o governo restringe-se a atuações tópicas em
defesa sanitária.
A severa avaliação da Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos
(SPI) sobre as ações do próprio governo cobra o fim da sobreposição de funções
entre União, Estados e municípios, pede um marco regulatório consistente para o
setor e prega a urgência da criação de uma agência reguladora de defesa
agropecuária.
Há necessidade, segundo a análise, de separar a formulação e a operacionalização
das normas de política de qualidade, com a concentração das decisões
regulatórias numa única instância federal. Ocorre que o governo federal
esvaziou, em muitos casos, o poder das agências reguladoras, deixando aos
ministérios a fiscalização das políticas setoriais.
O documento do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão afirma que os
regulamentos de defesa sanitária animal e vegetal, datados de 1934, não mais
atendem os objetivos mais amplos de garantia de qualidade dos produtos
nacionais. Por isso, é necessária a adequação da legislação vigente.
Em outra crítica contundente, o Portal do Planejamento aponta que o Sistema
Único de Atenção à Sanidade agropecuária (Suasa) é incipiente, lento e carece
de integração com Estados e municípios. A avaliação do portal atribui
distorções e conflitos do sistema à falta de definição sobre os limites de
competência de cada nível de administração. Os gestores apontam, ainda,
dificuldades legais para garantir a melhoria dos serviços. Os repasses de
recursos da União a Estados e municípios têm sido impedidos pela inadimplência
dos demais entes federativos, aponta o texto.
É preciso alterar a lei, segundo o Portal do Planejamento, para evitar a
mistura do poder de polícia do Estado com a produção de provas laboratoriais.
Quem aplica a legislação, não deve exercer o poder normativo e regulamentar,
anota o documento oficial do governo. O Planejamento prega a urgência de
reorganizar as instituições e instâncias específicas de forma a evitar a
sobreposição de funções no sistema de defesa agropecuária.
Fonte: MB Comunicação
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